Reticências

marcam uma suspensão da frase, muitas vezes a elementos de natureza emocional. Indica um pensamento ou ideia que ficou por terminar e que transmite a omissão de algo que podia ser escrito, mas que não é. (...)

domingo, 3 de outubro de 2010

Era uma vez...II


Um dia me dei conta que eu estava apaixonada. E me perguntava por que não outro. Porque tinha que ser ele? Foi a primeira vez que eu realmente gostei de alguém. Considerava-o meu melhor amigo. Acho que prestei atenção a quem andava ao meu lado. Ele me completava de um jeito que eu não sabia nem ao menos entender. Mas mudou o meu sentimento. Me apaixonei por ele. Me apaixonei pelo que era, pelo que representava pra mim. Sentia-me protegida. Lembro que a gente se falava todos os dias por telefone sem importar a hora. Lembro que a presença dele me fazia bem. Lembro que a gente saía pelo simples fato de sermos companhia um para o outro. É, já faz um tempo isso tudo. E isso tudo me fez muita falta quando a gente se esqueceu. Lembro de muitas outras coisas. Esqueci de outras também. Mas lembro perfeitamente que eu era a garota certa pra ele, se tivesse me dado a chance.
Como a chance não me foi dada, eu sumi. Sabe, a companhia dele antes fazia muita falta, eu sofria por não ter ele por perto. Pensava sempre nele, tinha vontade de saber dele e o que andava fazendo. Tive saudade daquilo que a gente já chamou de amizade. Hoje? Não faço questão da companhia, eu sei que ele mudou e sei que eu mudei e que também mudei com ele. Os motivos são milhares. Não vão ser alguns copos de vinho que vão trazer toda aquela mesma vivência, o mesmo estado de graça. Não vai ser uma conversa de um fim de tarde que vai trazer toda a intimidade de volta, nem palavras por telefone jogadas fora. Acho até que nem olhando nos teus olhos e respondendo tuas curiosidades, vou me sentir de novo à vontade com você. Prefiro outras companhias, outras pessoas que me fazem um bem maior. Acho que o nome disso tudo é rancor, mas também é mudança.

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