Reticências

marcam uma suspensão da frase, muitas vezes a elementos de natureza emocional. Indica um pensamento ou ideia que ficou por terminar e que transmite a omissão de algo que podia ser escrito, mas que não é. (...)

segunda-feira, 27 de junho de 2011

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Amigo de verdade não abandona outro amigo na estrada nem em caminho nenhum.

terça-feira, 21 de junho de 2011

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Eu enxergo o que está na minha frente.
Eu observo lentamente.
Olho no olho.
Olho no olho.
De nada mais me adianta saber decifrar teus olhos, se nada sai da tua boca.
Olhos nos lábios.
Olhos nos teus lábios.
Nada passa do que realmente é: silêncio.

terça-feira, 14 de junho de 2011

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Sem dois lados da moeda. Não seja assim comigo. Seja um todo. O tempo todo. Sem intervalos. Sem dias distantes, sem semanas intocáveis e sem meses esquecidos. Não mude comigo.

segunda-feira, 13 de junho de 2011



- Eu não tenho mais piedade, eu não tenho pena, eu não consigo mais acreditar em nada e nem ninguém. Não dá mais pra acreditar.

- Eu sou assim, sempre fui. Sempre fui bestinha e ainda sou. Eu tinha o pensamento de aproveitar ao máximo uma pessoa, no sentido bom da coisa. Da companhia, dos carinhos, sem ter em mente que em um futuro rápido ou tardio eu me apaixonasse por ela e sentisse tanta necessidade dela. Mas é como eu li uma vez:  'Posso segurar sua mão? Não. Mas por quê? Porque vai doer muito quando você soltá-la.' E eu não acredito mais em nenhum sentimento dos outros. Só nos meus.

...o que infelizmente não é o suficiente.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

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E então, no meio de tudo, eu tinha de novo um novo lugar pra olhar. A lua tava linda do meu lado, mas veio essa vermelhidão no céu e acabou com tudo.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

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Não tem coisa melhor do que ter uma terapia ou mania que te faça bem. Que te faça se sentir melhor. Que te tire os pensamentos que te acompanham sempre, aqueles ruins. Aquelas conversas que deixaram de acontecer, aquele problema que tanto te tira o sono.

Eu deito na rede pra escutar músicas, sejam elas aquelas que me fazem lembrar alguém ou não. Algumas de histórias bonitas, outras de histórias tristes, que acho mais bonitas ainda. Fico balançando de lá pra cá, de cá pra lá na melodia, no balanço e às vezes, em pensamento nenhum.

Pego o ônibus que tem o percurso mais longo. Procuro sentar no lugar do lado da janela, pouco me importa o sol no rosto, caso o tenha. Penso em nada. Às vezes, leio um livro enquanto o ônibus insiste em pular e desviar dos buracos na rapidez do seu condutor. Quando desço, os pensamentos voltam. 

Escrevo quando por alguma necessidade eu preciso colocar na cabeça o que não consigo ter na ação, de imediato. Fico teimando com as palavras até elas me vencerem na aposta pra ver quem tem mais razão. Absorver o que escrevi, as frases feitas e sentidas com sentido são os melhores conselhos.

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Saudade daquelas tardes com nenhuma conversa,
só regadas de música.

quarta-feira, 1 de junho de 2011


É como dizem: O mundo é como uma peça de teatro. Ao vivo. Ensaiada ou não. Onde não se pode cometer erros na apresentação. E se houver erro, que seja disfarçado na improvisação. Seja monólogo, diálogo ou uma discussão. O Ator principal vai ao centro do palco e todos os olhares, críticas e atenção se dirigirão pra ele, que a essa hora vai estar com as mãos suando, o texto que estava na ponta da língua escorregando, seus olhos - que se disfarçam - ainda assim, inquietos. Olhos que enxergam só no ponto cego. Nome: Ator. Função: criar, interpretar, representar, emocionar, ensinar. Mas pra quem? A platéia tampouco importa se consigo o ator estiver bem. Bem disposto e crente de que ali é realmente o seu lugar, o seu trabalho, a sua arte e o seu texto. Se dono de tudo isso, a platéia é qualquer um. E o Ator vai representar uma criação que ensine e emocione. Sem mais.