Reticências

marcam uma suspensão da frase, muitas vezes a elementos de natureza emocional. Indica um pensamento ou ideia que ficou por terminar e que transmite a omissão de algo que podia ser escrito, mas que não é. (...)

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Texto antigo



   
Nunca fui de acreditar muito em um “eu te amo”, que não tivesse saído da minha boca. Não é você, sou eu. Eu sempre me achei sozinha no mundo. Sempre escutei com atenção o que os outros diziam. Meus problemas nunca foram grandes, mas por menores que fossem minhas besteiras, eu não compartilhava com ninguém. Talvez eu seja melhor sozinha. Sempre achei que precisamos de solidão, às vezes. Todos, uma hora necessitam.  E assim como tenho a minha necessária solidão, respeito a sua. Porque eu vou entender quando quiser ficar só, porque sobre ficar só eu entendo perfeitamente bem.
Assim como o mundo dá voltas e às vezes volta pro mesmo lugar, na vida sentimental não é diferente. Sempre acontece a mesma coisa, mas ninguém aprende. E pela segunda e última vez, eu me apaixonei. Última sim, me prometi.
O amor vem de mansinho como quem não quer nada, teu coração vai começar a pulsar mais forte, mais rápido só de sentir o cheiro, só de ouvir a voz, só de ouvir o nome e como vai ouvir esse mesmo nome, parece que todas as pessoas do mundo têm o mesmo nome. Por mais forte que você aparente ser, fica fraca. Você vai sofrer muito, porque o amor é isso: são todos os sentimentos juntos. Lá vem o amor e todos os seus maiores problemas.  Você sofre. Os problemas são como o vento, sempre sopra pra uma única direção mesmo tendo tantas outras. Por mais forte que seja o vento da tempestade, por mais grandioso que seja seu problema, esqueça-o. Busque no interior o abrigo, se lá também houver tempestades, busque os teus amigos.
São teus amigos que vão te agüentar quando você estiver apaixonada, chateada, perdida, bêbada. São eles que vão te falar coisas bonitas com a maior facilidade do mundo, e mal sabem que vão te fazer ganhar o dia.

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