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Reticências

marcam uma suspensão da frase, muitas vezes a elementos de natureza emocional. Indica um pensamento ou ideia que ficou por terminar e que transmite a omissão de algo que podia ser escrito, mas que não é. (...)

domingo, 18 de abril de 2010

Voz

Eu não quero mais gritar aos quatro cantos os meus desencantos do mundo.
Quero poder dizer somente o que é de bom grado e o que faz bem aos ouvidos e coração.
Que minha vida ainda seja como um samba bem cantado. Entoando uma liberdade-canção.

Escuta...



"Olha o reflexo da lua nos meus olhos. Sabe o que que eu quero? Eu quero fazer uma música pra cantar e espantar os meus tormentos. Meus ouvidos sempre executaram as suas tarefas devidamente bem. Mas de quem são os ouvidos que vão fazer o mesmo por mim? Todos nós temos o nosso próprio tempo...Próprio tempo pra amar, próprio tempo pra perdoar, próprio tempo pra sofrer, próprio tempo pra esquecer, próprio tempo pra esperar...Sinto que tenho muito pouco tempo pra mim. Tem vez que o tempo anda, tem vez que o tempo corre e tem vez que o tempo pára pra brincar..."

Distante

Não gosto de passar muito tempo longe...
Parece que ele me esqueceu...
Parece que eu o esqueci...
E que o lugar dele no meu coração tá ficando bem estreito.
Quase expelindo.

terça-feira, 13 de abril de 2010

Passagem

Naquele banco que mais parecia um trilho de trem, bom mesmo era ouvir o barulho e sentir o cheiro da chuva que faz o coração apertar, sentir o pingo gelado e pesado que faz despertar.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Sou e não sou.


O que eu sei que sou e não sou.
Eu, nessa vida nunca fui rica, nunca tive aqueles dez pares de sapatos da última tendência. Eu, nessa vida nunca fui daquelas meninas de beleza rara
e nem daquelas que se enquadram num quadro de beleza desejável. Eu, nessa vida nunca andei de cabelos lisos, sempre preferi meus cachos desalinhados. Eu, nessa vida nunca andei de cara pintada tentando colorir algo que eu não sou. Tenho a proeza de não conseguir guardar muitas coisas na minha caixinha de memórias. Sou insegura mesmo com alguém segurando a minha mão. Sei que o volume da minha voz é o que mais chama atenção em mim. Meus olhos ficam cada vez menores quando rio, as minhas risadas são ridículas. E de tantos risos tenho expressões marcadas. E tenho outras marcas gravadas em mim. Foram tantas quedas enquanto cresci e cicatrizes por ter sede de brincar. Mas essas marcas, cicatrizes, manchas e sinais são as coisas que carrego com mais orgulho em mim. Vivo cantarolando e desafinando pelos cantos das ruas, sem parar. E sem parar, sempre preferi sair por aí, a caminhar. Choro por quase tudo e por nada, não preciso de motivo algum. Se em um segundo estou pulando e gritante, noutro vou estar recolhida e solitária. Sempre defini minhas crises existenciais-emocionais com a tal frase: Se não é oito é oitenta. Nunca soube consolar ninguém, mas sei que dá o colo, passar a mão na cabeça e chorar junto; pra começar é o melhor. Meu coração tem sede de amar, mas há muito tempo ele sabe que o poço é bem mais fundo. Sou a bruta mais meiga que eu conheço. A mesma mão com que eu bato é a mesma que te acarinha. Não sei o que quero. Sei quem eu queria. Mudo de opinião tanto quanto as estrelas do céu. Mas tem opiniões que eu não mudo. Prefiro o quente, detesto o frio. Vez ou outra sou contradição. Tempo-frio-quente-chuva-claro-escuro-choro-riso-fundo-raso. Sou sentimentos que não sei o nome.

domingo, 4 de abril de 2010

Pra que lembrar?



Às vezes eu quero apagar tudo, qualquer resto de lembrança.
Pra que ficar lembrando algo que só te faz mal?
Pra que lembrar de alguém que nem sequer liga pra você pra perguntar 'como vai'?
Pra que ter ainda um laço com aquela pessoa que...que parece ter te esquecido?
E então, pra que lembrar dela?

Cura



Ei...parece que eu me curei.
Talvez tanto tempo tenha virado um antídoto.
Olha...eu te amo, eu confesso.
Nunca amei alguém tanto quanto amo você.
Mas não posso pedir a você e nem a ninguém algo que não exista.

sexta-feira, 26 de março de 2010

Coração avulso

Eu ando um tanto distante de tudo. Longe do mundo. O meu escape são nos sonhos, mas até eles desapareceram. A minha inspiração anda um tanto dispersa. O meu coração um tanto machucado. A esperança um tanto morta. E a vida um pouco apagada. Tenho sentido um peso nos ombros, meus olhos caminham sem direção.

segunda-feira, 15 de março de 2010

O velho coração e o velho viajante

Nada é pra sempre, já dizia o velho coração que agora só sente. Sente saudade e esperança, sabe que o seu amor foi um sentimento muito maior que qualquer outra lembrança. Lembra do quão foi feliz, mas foi um coração errante quando pulsou mais forte por um velho viajante. O velho viajante trazia na bagagem sabe lá quantas viagens, muito menos quantos corações abandonados e traídos. O velho coração como sempre se protegia mas nem toda proteção é eterna. O velho coração, encontrou pela primeira vez o velho viajante e ficou encantado, pouco tempo depois percebeu que o queria sempre ao seu lado e então ele se atreveu a amar novamente. O velho coração não se conteve em transbordar tanto amor, mas o velho viajante nem sequer comoveu-se. O velho viajante só queria ir ao encontro de outro porto e conhecer outras vistas admiravéis. E então, o velho viajante partiu. O velho coração não arrependeu-se do que nele surgiu, mas como sofreu. O velho coração virou um coração cicatrizado, cheios de remendos lado a lado. Prometeu pra si e a todos os seus curativos, não precisar fingir nem sequer um único sorriso. Um dia quem sabe ele vá voltar a amar.

sábado, 13 de março de 2010

Tempo


- Pra que essa cara triste?
- Ah, é o de sempre, mas isso passa, não passa?
- Já cansou de escutar isso, foi?
- Não, não... acho que cansaram foi de me ouvir e eu já cansei de repetir a mesma coisa...
- Mas amigo é pra isso, mas então...
- Eu só quero esquecer.
- Tá disposta!?
- Mais que nas outras vezes...mas vai demorar.
- É, eu sei, vou tá aqui pra te ajudar... eu e o tempo.



*Eu sou o disco que você não quer mais ouvir, sabendo que vai doer...


Sabendo que é sobre você. Eu sou a história que você não quer mais contar,
Sabendo que é sobre nós dois e o que aconteceu depois...O nosso fim,
Pra sempre eu vou pedir... (Lucas Silveira / Rodrigo Tavares)